09/24/2026
07:08:49 AM
A análise pericial do celular de Isabelle Caracristi, de 22 anos, identificou um período de quase 19 horas sem dados recuperados do aparelho antes da morte da estudante de Direito.
Isabelle foi encontrada morta após cair do 23º andar de um condomínio localizado no bairro Aldeota, em Fortaleza.
De acordo com o levantamento técnico, os registros disponíveis chegam até aproximadamente 2h da madrugada do dia 13 de setembro. A partir desse momento, não foram recuperadas informações até o período estimado da morte, por volta das 20h40.
A lacuna está sendo considerada pela Polícia Civil na tentativa de reconstruir os acontecimentos que antecederam a morte da jovem. No entanto, a ausência dos registros não significa, por si só, que mensagens tenham sido apagadas ou que o aparelho tenha sofrido algum tipo de interferência.
O celular ficou fisicamente danificado depois da queda e precisou passar por procedimentos técnicos para a extração dos dados. Segundo a perícia, parte das informações foi obtida por meio de um backup, enquanto outros conteúdos dependiam de dados disponibilizados por servidores.
Isabelle morava no condomínio La Piazza, na Aldeota, com o namorado, João Munhoz Neto, e familiares dele. Ela foi encontrada no pátio do residencial na noite de 13 de setembro.
No decorrer das investigações, João foi preso preventivamente pela Polícia Civil na terça-feira (22), em Fortaleza. Ele foi levado para a Delegacia de Capturas e Polinter (DECAP), onde aguardava a audiência de custódia prevista para esta quarta-feira (23).
A prisão preventiva e os elementos reunidos durante a investigação ainda serão analisados pela Justiça. Até o momento, a medida não representa, por si só, uma conclusão definitiva sobre a responsabilidade criminal de João pela morte de Isabelle.
Carina Santos
Compartilhe